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segunda-feira, 7 de março de 2016

Ter muitas dores menstruais não é normal!

Porque uma doença chamada endometriose existe e muita gente não o sabe. Porque me afectou diretamente e porque estar informado nem que seja para alertar alguém próximo pode fazer a diferença. Não deixem de ler este artigo e apoiar a causa. Vai haver uma marcha e sessão informativa no próximo sábado dia 12 de março em Lisboa!

Quando-ter-dores-menstruais-é-sinal-de-doenca

Outros posts meus sobre a endometriose:
A Endometriose
A alimentação e a endometriose

quinta-feira, 9 de julho de 2015

A alimentação e a endometriose

Desde que comecei a ler mais sobre o assunto que descobri informação sobre o poder que mudanças na alimentação de determinadas pessoas que fizeram esse esforço, teve na sua saúde e, nos casos graves de endometriose.
A partir daí, também eu tentei estabelecer algumas regras, restrições e implementações que ainda estou a adquirir e adaptar.
As mudanças na alimentação devem ser, geralmente, graduais e, assim sendo, aqui ficam algumas medidas para uma alimentação mais saudável para todos e, principalmente para ajudar a reduzir desconfortos e dores associados à inflamação causada pela endometriose, assim como equilibrar os níveis hormonais, reduzir os níveis de estrogénio, o inchaço e as toxinas e fortificar o sistema imunitário.

Então o que há de principal a reter para começar:
- A alimentação deve dar prioridade à ingestão de generosas porções de frutas, legumes e hortaliças, cereais integrais, peixes ricos em ómega 3 (atum, salmão e cavala) e carne magra. Vegetais de folha verde escura e fibra deverão passar a ser uma prioridade para reduzir os níveis de estrogénio.
- Deve-se evitar o consumo de alimentos ricos em farinha refinada, desprovidos de minerais essenciais e contendo elevado teor calórico. 

- A ingestão de açúcar, contido em doces, bolos, bolachas, tortas, etc, deve ser em menores quantidades e bastante cautelosa.

Alimentos que se deve reduzir: cafeína, álcool, chocolate, gorduras saturadas, manteiga e margarina, bebidas ricas em açúcar e carboidratos refinados. Chocolates, açúcares, arroz, refrigerantes e pratos preparados com farinha refinada enfraquecem os músculos, aumenta a fadiga, deixam-nos ainda mais irritadas e ansiosas.

Alimentos que se deve evitar: todos os produtos de soja e que contêm fitoestrogénios, os alimentos contaminados por dioxinas (as toxinas ambientais libertadas na atmosfera depositadas no meio ambiente) podem aumentar o risco de desenvolvimento de endometriose, em especial, os de origem animal. Já as gorduras saturadas, as trans ou as hidrogenadas (são aquelas produzidas artificialmente e adicionadas aos produtos industrializados) podem aumentar processos inflamatórios no nosso organismo. Elas estão presentes em biscoitos recheados,fritos, frios, congelados, embutidos e, em especial, nos fast foods. 



Para mais dicas e para aprofundar os alimentos e hábitos deixo abaixo os sites pelos quais me segui.

Sites para maior pesquisa:

Endometriosis Resolved


O poder dos alimentos no combate à endometriose


A Endometriose e Eu


O papel da dieta na endometriose


Este blogue foi-me muito útil para seguir uma dieta e aprender muito mais: Tratamento contra a endometriose

terça-feira, 10 de março de 2015

A Endometriose

Depois de descobrir que tenho uma doença que pode ser silenciosa para várias mulheres, acho que é importante a sua divulgação e conhecimento pois muitos médicos ainda não a diagnosticam facilmente:
A endometriose é uma doença crónica em que se desenvolve tecido semelhante ao do endométrio, em localização variável fora do útero, formando massas de características benignas, com maior ou menor extensão. 
O endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. É um transtorno ginecológico comum, atingindo entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva.
Nas várias localizações extra-uterinas, esse tecido sofre transformações semelhantes às que ocorrem no útero durante o ciclo menstrual, que se traduzem, mais frequentemente, em dor e infertilidade.
Os locais mais comuns em que ocorre endometriose são os ovários, as trompas de Falópio, o intestino e as áreas que rodeiam o útero.
Nas formas graves da doença, as massas de endometriose podem atingir outros órgãos pélvicos, nomeadamente o reto, vagina, cólon sigmoide, ureteres, bexiga e nervos superficiais e profundos. Algumas formas de endometriose profunda podem, ainda, envolver outros órgãos, por exemplo o diafragma e pulmão.
Muitas adolescentes, assim como mulheres maduras, podem desconhecer que sofrem de endometriose, pois  nas formas mais ligeiras, a endometriose pode não ter quaisquer sintomas. No entanto, a sintomatologia mais habitual desta doença caracteriza-se por dor, que pode ocorrer durante a menstruação ou entre os períodos menstruais (dismenorreia), durante ou depois das relações sexuais, durante a micção ou a defecação. Apesar das dores fortes há tendência para as considerar "próprias" do ciclo mestrual. Muitas mulheres têm também queixas de dificuldade em engravidar.
Nas formas graves de endometriose, também mais raras, podem estar presentes outros sintomas, relacionados com os órgãos que são atingidos.
Os sintomas associados à endometriose podem ocorrer em várias outras doenças. Assim, o diagnóstico de endometriose requer uma avaliação médica detalhada, a realização de exames complementares de diagnóstico ou mesmo uma investigação cirúrgica (laparoscopia exploradora).
Para saber mais: