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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A felicidade está nos actos

Apesar de ser uma matéria em que penso que muitos poucos possam dizer que são peritos, pois a felicidade não tende a ser algo constante e da teoria à prática vai sempre uma grande diferença.

Há pequenas coisas que nós próprios sabemos que ajuda a estarmos bem, começando pelo facto de termos de parar de procurar a felicidade constante ou olhá-la como algo inatingível.

A felicidade está nos actos, aprendi-o há algum tempo atrás. Não está em palavras e promessas e acções que partem só da boca dos outros e de nós próprios. Se olharmos mais para as nossas acções e para as dos que nos querem bem, valem mais do que mil palavras.

O segredo para estarmos bem parte de 3 coisas simples: ouvirmo-nos mais, estarmos com as pessoas que gostamos e nos fazem felizes e dedicarmos mais tempo ao que gostamos, sem pensar muito no resto.

O acto de ser optimista pode-se trabalhar com força mental de vermos as coisas pelo outro lado. E isso leva-nos a acreditarmos sempre que conseguimos fazer o que queremos. Porque conseguimos. Se o quisermos mesmo.

Sorri. O ato de sorrir – sozinho, com amigos ou família – tem uma grande influência no humor e energia das pessoas.

Abre as cortinas e deixa a luz entrar: Os raios solares podem influenciar positivamente a tua vida e o humor.

Sai de casa. Apanhar ar, fazer actividades. O contacto com a Natureza ajudam sim.

Come mais verdes: Para além de fazerem bem à saúde, um estudo revela que alimentos como os espinafres e a couve são importantes para a saúde mental. O segredo está no ácido fólico presente nestes alimentos que segundo alguns especialistas reduz o risco de depressão.

Melhora a tua alimentação. Deixar certos alimentos que carregam dioxinas, químicos e outros produtos, influenciam sempre a nossa saúde e o nosso bem-estar. Carnes vermelhas, lacticínios, açúcar, alimentos processados já seria bom deixar para começar. E parece mais difícil do que é :)

Exercício físico: Diversos estudos revelam que a prática desportiva influencia positivamente o humor e disposição das pessoas. Isto deve-se às endorfinas que o nosso corpo liberta durante a atividade física.

Brinca com o teu animal de estimação.
Dedica mais tempo a coisas que parecem não ter importância.

Faz mais pausas. É bom pararmos com todo o ritmo frenético à nossa volta, largarmos comunicações e passarmos mais tempo connosco. Aprender a fazer isso é a chave para estarmos bem também com os outros.

Chocolate preto 70% e sem açúcar: O chocolate contém triptófano que aumenta a produção de serotonina no cérebro humano, levando a uma maior sensação de felicidade. Um quadradinho não faz mal a ninguém.

Para tudo na vida, no meio e na moderação está a virtude!


in: Diários da Errância

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Ao alcance de cada um

Eu não sou nada boa a falar. Quero dizer coisas que não me saem, na altura não penso em metade dos argumentos que sei ter e, por fim, aborreço-me e começo a disparatar numa de "tou-me a cagar para isto tudo".
Mas sei que a escrever me entendo e por isso quis escrever o que nem sempre sei dizer. Não é o mesmo e não sei porque o faço... penso que por descargo de espírito, porque às vezes termino as conversas com a sensação que não fui capaz de expressar o que queria.

Tenho ouvido e participado em mil e uma discussões sobre refugiados que chegam, guerras e atentados, médicos de família a que vão ter direito, dinheiro que vão receber e que apesar de ser da UE muita gente resmunga que mesmo assim nos sai dos bolsos, etc...
Perco-me em palavras quando o que eu quero dizer é muito simples: o que é que isso importa verdadeiramente? Estamos a perder tempo com especulações quando não estamos nem nunca estaremos bem dentro do assunto, porque não representamos nenhum alto cargo, não vamos a reuniões de tomada de decisões e não sabemos o que foi acordado, o que está implícito ou o que foi EXIGIDO no meio disto tudo. 
A meu ver, se eu estiver bem comigo e com a minha vida (e nesse aspecto estou), não sinto qualquer inveja, ódio ou qualquer outro tipo de sentimento intolerante e mesquinho por pessoas que têm menos (ou mais) que eu e que precisam de ajuda.
Para mim é simples como isso. Eu não me importo com o que lhes é dado. Porquê? Porque estou bem com o que tenho e nada mais me faz falta. Ponto.
Sou rica? Tenho médico de família? Isso não me importa para nada. Importa-me a forma como vivo bem com o que tenho, sem passar a vida a querer mais. E isto porque sei duas coisas: as pessoas mais pobres são sempre as que estão prontas a ajudar mais. Sem invejas ou mesquinhez. E segundo, quanto mais feliz e agradecida estiver com a Vida, mais ela me dá sem eu estar à espera.
E infelizmente, eu vejo que a maioria das pessoas que me rodeia no dia-a-dia importa-se com coisas que não devia. Passam a vida amarguradas porque a galinha do vizinho é melhor e refilam por tudo o que têm e que não têm.
Só queria que as pessoas parassem e pensassem no que estão a fazer. E em como é fácil estarem melhor, bastando mudarem a maneira de ver as coisas.