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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sem pressas.

Chove torrencialmente lá fora...
Chove e faz-me pensar que esse é um dos motivos pelo qual todos dizem que Janeiro é um mês que parece nunca mais acabar.
Na verdade, ele tem 4 semanas como todos os outros, mas o que custa é o frio, o mau tempo, o ter de se ir trabalhar como sempre, o não haver bom tempo para aproveitar ao fim do dia ou aos fins-de-semana e o não haver mais festas ou feriados.
Mas já parámos para pensar que nos estamos sempre a queixar do tempo passar rápido e de estarmos a ficar velhos mas agora queremos que o mês passe a correr?
De entre tantos pensamentos que me ocorreram na entrada deste novo ano, de tantas pequenas coisas que quero tentar mudar em mim, nos meus hábitos e na minha maneira de estar (porque se sinto que algo não me faz estar bem, simplesmente mudo-a), no meio de tantos planos que continuam e de coisas que já consegui mudar e que quero manter, uma delas é lembrar-me de não querer que o tempo passe rápido. Porque na verdade não quero. Não quero passar a semana à espera do fim-de-semana e não quero passar os meses à espera das férias para depois chegar ao dia do meu aniversário e pensar que tudo passou a correr. 
Quero antes ter dias cheios, uma vida cheia de planos, ideias, amigos, amor e sorrisos. Quero agradecer a chuva cair, o sol brilhar, o planeta girar e viver apenas dia a dia. 
Sem pressas.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Qual é o momento para virar à esquerda?

Às vezes penso que estou onde a vida me trouxe.
Seguindo as oportunidades que surgiram e deixando-me ir por onde as estradas me levavam, vim parar onde estou. Faz-me tudo sentido.
Sei que pude e tive de fazer escolhas, mas também sei que houveram coisas que sucederam e que não pude controlar, embora pudesse agir de outra forma perante o sucedido.
Assim sendo, estou hoje a pensar que estou de cabeça tranquila em relação às escolhas que fiz e em relação ao sítio onde a vida me trouxe e ao qual eu também me deixei levar. Mas, será que estou mesmo bem?
Estou apenas a questionar-me retoricamente, para ver se chego a alguma conclusão. Para me questionar porque se não o fizermos vamos vivendo sem pensar bem se fizemos tudo e se estamos onde queremos.
Eu estou bem. Mas há outras vontades em mim. Estou a fazer bem ou é momento de pensar onde quero estar agora?
Neste momento há muita coisa a suceder na minha vida e tenho medo de não reconhecer o momento em que devo actuar para haver a mudança que quero. Tenho medo de que, se me deixar ir, acabe por pensar que já devia ter pensado nisso antes.
Nunca é tarde, bem sei. E tento sempre seguir-me por isso para não deixar de tentar fazer tudo o que quero. Mas sabemos lá nós se tudo o que queremos é exequível depois?
Acredito que quando queremos, conseguimos mesmo tudo. Mas tenho receio de não ter forças depois... porque é muito mais difícil...

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Ao alcance de cada um

Eu não sou nada boa a falar. Quero dizer coisas que não me saem, na altura não penso em metade dos argumentos que sei ter e, por fim, aborreço-me e começo a disparatar numa de "tou-me a cagar para isto tudo".
Mas sei que a escrever me entendo e por isso quis escrever o que nem sempre sei dizer. Não é o mesmo e não sei porque o faço... penso que por descargo de espírito, porque às vezes termino as conversas com a sensação que não fui capaz de expressar o que queria.

Tenho ouvido e participado em mil e uma discussões sobre refugiados que chegam, guerras e atentados, médicos de família a que vão ter direito, dinheiro que vão receber e que apesar de ser da UE muita gente resmunga que mesmo assim nos sai dos bolsos, etc...
Perco-me em palavras quando o que eu quero dizer é muito simples: o que é que isso importa verdadeiramente? Estamos a perder tempo com especulações quando não estamos nem nunca estaremos bem dentro do assunto, porque não representamos nenhum alto cargo, não vamos a reuniões de tomada de decisões e não sabemos o que foi acordado, o que está implícito ou o que foi EXIGIDO no meio disto tudo. 
A meu ver, se eu estiver bem comigo e com a minha vida (e nesse aspecto estou), não sinto qualquer inveja, ódio ou qualquer outro tipo de sentimento intolerante e mesquinho por pessoas que têm menos (ou mais) que eu e que precisam de ajuda.
Para mim é simples como isso. Eu não me importo com o que lhes é dado. Porquê? Porque estou bem com o que tenho e nada mais me faz falta. Ponto.
Sou rica? Tenho médico de família? Isso não me importa para nada. Importa-me a forma como vivo bem com o que tenho, sem passar a vida a querer mais. E isto porque sei duas coisas: as pessoas mais pobres são sempre as que estão prontas a ajudar mais. Sem invejas ou mesquinhez. E segundo, quanto mais feliz e agradecida estiver com a Vida, mais ela me dá sem eu estar à espera.
E infelizmente, eu vejo que a maioria das pessoas que me rodeia no dia-a-dia importa-se com coisas que não devia. Passam a vida amarguradas porque a galinha do vizinho é melhor e refilam por tudo o que têm e que não têm.
Só queria que as pessoas parassem e pensassem no que estão a fazer. E em como é fácil estarem melhor, bastando mudarem a maneira de ver as coisas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A inquietação da quietação

Hoje li isto:
"I’ve been reading Wayne Dyer’s book, I can see Clearly Now. In last night’s chapter he spoke about the calling he had to quit his steady and safe job as a professor to pursue becoming a writer. He was terrified, but leapt because he trusted in life’s calling. A year later, his book was a NY Times Best Seller and auctioned off to a publishing house for one million dollars. He’s written scores of books since.
He says,
“When we stay on purpose and steadfastly refuse to be discouraged, accepting our fears and doing it anyway, those seemingly dormant forces do come alive and show us that we are greater people than we dreamed ourselves to be.”
Become the conscious wall ripper , say “no more fear, I’m playing with life today.”"

Se não tivermos medo de voar. Ganhamos mesmo asas. É verdade. E eu sou a primeira a apoiar as decisões que vão em direcção à procura do nosso bem-estar, saúde mental e felicidade. Já o fiz também. Não me arrependo e dei-me bem com isso até. Porque acredito que a vida sorri mesmo a quem lhe sorri!

Mas toda a gente escreve sobre libertarmo-nos, seguirmos o que gostamos, arriscar... E o inverso?
E uma pessoa que não gosta de assentar e se vê com oportunidade para aprender, fazer algo que gosta mas que tem de seguir a vida das 9h às 18h e com contrato? Em que mesmo que não queira os dias lhe parecem todos rotineiros e tenta fazer o máximo dos seus dias porque dessa forma parecem-se mais longos e cheios? 
Detesto a sensação de que tudo passou a correr e não sei onde estive até este momento. E detesto a sensação de passar a semana à espera do fim-de-semana porque isso faz-me chegar depressa aos 80 anos e pensar: "epá, passou tão rápido que nem vi!". Claro...todas as semanas à espera que passem 5 dias para chegarem 2, é normal!

Inquieta-me sempre não saber o que vai ser a minha vida. Saber que tive tempo para visitar sítios (e que até cheguei a pensar que podia dar a volta ao mundo) e que agora não sei quando terei tempo. Há mais no nosso tempo do que trabalhar, para mim. Mas ainda não soube como resolver essa questão por inteiro na minha vida. Como em tudo, até agora, encho-me de paciência e vou deixando fluir. Aproveito oportunidades, sigo impulsos e intuições. 
A culpa disto tudo é não me conformar e resignar. E principalmente viver nessa constante busca pelo que me faz feliz. É uma canseira que prefiro à atitude de acomodação e constante insatisfação com as próprias vidas. Mas por isso, defendo sempre, para qualquer um, o risco e a felicidade. Façam o que fizerem, é para estarem bem e felizes com isso. E porque é um cliché, mas é verdade, o tempo na nossa vida passa tão rápido... 
Ninguém tem medo de olhar para trás e se arrepender do que não fez com o milagre que nos foi dado? Caramba, que sei que não serei eu a única! 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

E o Outono?

Vou de manhã apressada pelo jardim e sinto o frio matinal. Aquele que se começa a sentir quando ainda não nos despedimos a sério do calor do verão, mas o qual nos faz sentir bem já com um casaquinho, ainda que não muito grosso.
O alcatrão mostra algumas partes húmidas, talvez da humidade da noite, talvez das chuvas que caíram no dia anterior. E as árvores que ladeiam o caminho estão verdes frescas, mas algumas começam a ter as pontas acastanhadas...
Sente-se o Outono a chegar, ainda que tímido, a pedir licença...porque depois os dias ficam ainda quentes e uma t-shirt à hora de almoço também não sabe mal!
Eu adoro o Verão, as cores, o calor, as peles morenas e a alegria. Mas este ano, está a saber-me bem sentir a passagem das estações... Saber que vão vir os dias de aconchego no sofá, a ver um filme com um chá ao lado, sem me sentir culpada por não estar a fazer alguma coisa e a aproveitar o dia.
Senti-me mesmo aconchegada com este passeio matinal. Fez-me pensar que talvez por não ter estado em Portugal o ano passado, este ano estou a sentir a falta desta época do ano! E o Outono é tão bonito por cá, quando aí temos dias bonitos e solarengos mas mais frescos, e as árvores se enchem de tons amarelos, vermelhos e castanhos.
É bom observar a verdadeira beleza do nosso planeta, aquela que não se compra e que está nas coisas que estão ao nosso redor mas que muitas vezes não valorizamos!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Ser rico ou não ser?


“There are two ways to be rich: One is by acquiring much, and the other is by desiring little.”

Jackie French Koller


"O dinheiro não é tudo." Certo. Mas ajuda? Ajuda muito.
A questão aqui é no que é que ajuda (estando a falar de pessoas de classe média e não, por razões óbvias, de quem não tem nem dinheiro para comer). Todos vivemos numa sociedade consumista que nos leva a querer mais do que o que precisamos. Se aprendermos a ver as coisas com outros olhos, talvez sejamos mais felizes com pouco.
- "Mas o que está mal é que devíamos ganhar mais para ter melhor qualidade de vida". Pode ser e não discordo disso. Mas e se qualidade de vida for fazer 1 pic-nic no Verão em vez de se ir jantar ao restaurante da moda?

Na verdade, nunca ambicionei muito e sempre consegui juntar dinheiro para ter e fazer as coisas que as pessoas acham que "é preciso ser rico".
Posso ser bafejada pela sorte? Posso. Mas também posso ver a vida de outra forma não querendo muito e ficando feliz com pequenas coisas, em prol de um objectivo maior que quero realizar a médio prazo.
Não sei se prescindo de alguma coisa na minha vida. Simplesmente tenho pouco interesse em coisas exageradamente caras, seja roupa, jóias ou restaurantes. E em vez de fazer um sacrifício e prescindir de coisas que poderia comprar, simplesmente não procuro ter essas coisas.
Posso ser complicada em muita coisa na minha cabeça e na minha vida, mas neste assunto, vejo tudo bem claro e, recentemente, descobri que realmente quase ninguém vê as coisas da mesma maneira, querendo sempre ganhar mais porque não conseguem poupar para fazer viagens, por ex.

Sem me alongar mais, quase que garanto que tudo se trata da forma de estar e ver a vida. Não queiramos ter o mesmo que outros mas façamos antes o máximo com aquilo que temos sem ambicionar mais.

Simplifique-se nisso e tudo poderá ser mais claro!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Pensamentos...

E se o trabalho for encarado como a escola?
Lembro-me que havia dias na faculdade em que entrava às 8h e saía às 22h. Fazia muito pouco, estava com amigos e saía de lá com a sensação de dia cumprido.
Os amigos eram sempre o pilar e a motivação para ir à escola.
Desde que momento é que deixamos de fazer amigos com facilidade como na escola? 
No fundo, passamos tanto tempo com um colega de trabalho como passámos com os colegas na escola. Agora cada um tem a sua vida pós-laboral, mas na escola também íamos para casa depois das aulas.
As amizades fortaleciam-se. No trabalho, nem sempre.
Isto para dizer que já passei por momentos em que tinha de passar o dia em aulas e no final sentia-me bem com não fazer mais nada. Agora, sinto-me mal se não fizer nada produtivo depois do trabalho.
Porquê?