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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sem pressas.

Chove torrencialmente lá fora...
Chove e faz-me pensar que esse é um dos motivos pelo qual todos dizem que Janeiro é um mês que parece nunca mais acabar.
Na verdade, ele tem 4 semanas como todos os outros, mas o que custa é o frio, o mau tempo, o ter de se ir trabalhar como sempre, o não haver bom tempo para aproveitar ao fim do dia ou aos fins-de-semana e o não haver mais festas ou feriados.
Mas já parámos para pensar que nos estamos sempre a queixar do tempo passar rápido e de estarmos a ficar velhos mas agora queremos que o mês passe a correr?
De entre tantos pensamentos que me ocorreram na entrada deste novo ano, de tantas pequenas coisas que quero tentar mudar em mim, nos meus hábitos e na minha maneira de estar (porque se sinto que algo não me faz estar bem, simplesmente mudo-a), no meio de tantos planos que continuam e de coisas que já consegui mudar e que quero manter, uma delas é lembrar-me de não querer que o tempo passe rápido. Porque na verdade não quero. Não quero passar a semana à espera do fim-de-semana e não quero passar os meses à espera das férias para depois chegar ao dia do meu aniversário e pensar que tudo passou a correr. 
Quero antes ter dias cheios, uma vida cheia de planos, ideias, amigos, amor e sorrisos. Quero agradecer a chuva cair, o sol brilhar, o planeta girar e viver apenas dia a dia. 
Sem pressas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A inquietação da quietação

Hoje li isto:
"I’ve been reading Wayne Dyer’s book, I can see Clearly Now. In last night’s chapter he spoke about the calling he had to quit his steady and safe job as a professor to pursue becoming a writer. He was terrified, but leapt because he trusted in life’s calling. A year later, his book was a NY Times Best Seller and auctioned off to a publishing house for one million dollars. He’s written scores of books since.
He says,
“When we stay on purpose and steadfastly refuse to be discouraged, accepting our fears and doing it anyway, those seemingly dormant forces do come alive and show us that we are greater people than we dreamed ourselves to be.”
Become the conscious wall ripper , say “no more fear, I’m playing with life today.”"

Se não tivermos medo de voar. Ganhamos mesmo asas. É verdade. E eu sou a primeira a apoiar as decisões que vão em direcção à procura do nosso bem-estar, saúde mental e felicidade. Já o fiz também. Não me arrependo e dei-me bem com isso até. Porque acredito que a vida sorri mesmo a quem lhe sorri!

Mas toda a gente escreve sobre libertarmo-nos, seguirmos o que gostamos, arriscar... E o inverso?
E uma pessoa que não gosta de assentar e se vê com oportunidade para aprender, fazer algo que gosta mas que tem de seguir a vida das 9h às 18h e com contrato? Em que mesmo que não queira os dias lhe parecem todos rotineiros e tenta fazer o máximo dos seus dias porque dessa forma parecem-se mais longos e cheios? 
Detesto a sensação de que tudo passou a correr e não sei onde estive até este momento. E detesto a sensação de passar a semana à espera do fim-de-semana porque isso faz-me chegar depressa aos 80 anos e pensar: "epá, passou tão rápido que nem vi!". Claro...todas as semanas à espera que passem 5 dias para chegarem 2, é normal!

Inquieta-me sempre não saber o que vai ser a minha vida. Saber que tive tempo para visitar sítios (e que até cheguei a pensar que podia dar a volta ao mundo) e que agora não sei quando terei tempo. Há mais no nosso tempo do que trabalhar, para mim. Mas ainda não soube como resolver essa questão por inteiro na minha vida. Como em tudo, até agora, encho-me de paciência e vou deixando fluir. Aproveito oportunidades, sigo impulsos e intuições. 
A culpa disto tudo é não me conformar e resignar. E principalmente viver nessa constante busca pelo que me faz feliz. É uma canseira que prefiro à atitude de acomodação e constante insatisfação com as próprias vidas. Mas por isso, defendo sempre, para qualquer um, o risco e a felicidade. Façam o que fizerem, é para estarem bem e felizes com isso. E porque é um cliché, mas é verdade, o tempo na nossa vida passa tão rápido... 
Ninguém tem medo de olhar para trás e se arrepender do que não fez com o milagre que nos foi dado? Caramba, que sei que não serei eu a única! 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Ser rico ou não ser?


“There are two ways to be rich: One is by acquiring much, and the other is by desiring little.”

Jackie French Koller


"O dinheiro não é tudo." Certo. Mas ajuda? Ajuda muito.
A questão aqui é no que é que ajuda (estando a falar de pessoas de classe média e não, por razões óbvias, de quem não tem nem dinheiro para comer). Todos vivemos numa sociedade consumista que nos leva a querer mais do que o que precisamos. Se aprendermos a ver as coisas com outros olhos, talvez sejamos mais felizes com pouco.
- "Mas o que está mal é que devíamos ganhar mais para ter melhor qualidade de vida". Pode ser e não discordo disso. Mas e se qualidade de vida for fazer 1 pic-nic no Verão em vez de se ir jantar ao restaurante da moda?

Na verdade, nunca ambicionei muito e sempre consegui juntar dinheiro para ter e fazer as coisas que as pessoas acham que "é preciso ser rico".
Posso ser bafejada pela sorte? Posso. Mas também posso ver a vida de outra forma não querendo muito e ficando feliz com pequenas coisas, em prol de um objectivo maior que quero realizar a médio prazo.
Não sei se prescindo de alguma coisa na minha vida. Simplesmente tenho pouco interesse em coisas exageradamente caras, seja roupa, jóias ou restaurantes. E em vez de fazer um sacrifício e prescindir de coisas que poderia comprar, simplesmente não procuro ter essas coisas.
Posso ser complicada em muita coisa na minha cabeça e na minha vida, mas neste assunto, vejo tudo bem claro e, recentemente, descobri que realmente quase ninguém vê as coisas da mesma maneira, querendo sempre ganhar mais porque não conseguem poupar para fazer viagens, por ex.

Sem me alongar mais, quase que garanto que tudo se trata da forma de estar e ver a vida. Não queiramos ter o mesmo que outros mas façamos antes o máximo com aquilo que temos sem ambicionar mais.

Simplifique-se nisso e tudo poderá ser mais claro!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Pensamentos que surgem...

"A goal or a dream that doesn't challenge the dreamer to become more than they've ever been, to go where they've never gone, and to feel things they've never felt, is actually like wishing for a giant life-snooze button."

Estou determinada a pensar que estou onde a vida me trouxe e onde me trouxeram as escolhas que fiz. Se estou feliz com a minha vida até agora, estou feliz com o que sou e onde estou neste momento.
Arranjei trabalho sem estar à procura e aceitei-o depois de pensar muito. Estou satisfeita porque foi 1 oportunidade e também me veio abrir os olhos para a fase da vida onde estou e para onde quero estar. 
A minha dúvida mais recente é se não estou a ter capacidade de ver mais além e se estou a fazer pouco por mim. Se me estou a esforçar pouco, se não estou a ver para o que tenho jeito e não estou a aproveitar isso. 

Aos poucos sinto que esta crise de identidade constante me leva a refletir muito sobre mim e me leva a conhecer-me e a concluir coisas novas. Mas não sei se depois faço alguma coisa com a informação que obtive com tanta reflexão...

Sei que não me devo acomodar e devo sempre questionar-me. 
Às vezes pensar demais cansa, mas há alturas na nossa vida que sinto que não consigo ser de outra maneira... 

Só não quero olhar para trás e ver que não fiz o que queria ter feito, nem fui quem eu queria ter sido...



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Os meus desejos para 2014

Estes primeiros dias do ano não têm sido fáceis por diversos motivos, e como tal, tenho-me sentido um pouco adormecida nos meus pensamentos. A pouco e pouco estou a voltar e a tentar ganhar o meu ritmo de modo a sentir-me satisfeita com os meus dias. Ainda há coisas que quero assimilar e outras que quero reter, mas sinto-me finalmente a começar o ano e a voltar a ter energia!
Por vezes a vida lembra-nos o quão frágil e efémera é. E o quanto todas as nossas posses não servem de nada no fim. O que fica foi aquilo que vivemos para nós e aquilo que fomos e fizemos para os outros. O mais importante é mesmo o que passamos aos outros, o que podemos ensinar e tentar que todos sejam sempre um bocadinho melhores. Às vezes não é tarefa fácil porque nos falta sempre tempo e paciência para também ouvirmos. O que desejo sinceramente a todos para 2014 é mais tempo para os outros, mais paciência para saber ouvir e falar, mais consciência do nosso eu e das nossas atitudes, mais gratidão pelo que temos, mais sorrisos mesmo que nem sempre apeteçam e uma maior consciência das nossas vidas, do que queremos e do que estamos a fazer com ela. Estamos onde queremos? Fizemos tudo o que queríamos? Tentámos o que podíamos?
O que desejo para 2014 é que todos façam dele um ano bom! Com sorte, vontade e sorrisos. Excelente 2014*




sábado, 23 de novembro de 2013

Decida

"Vamos todos morrer.
Não podemos escolher como nem quando.
Mas podemos decidir como vamos viver.
Então faça-o.
Decida.
É esta a vida que quer viver?
É esta a pessoa que quer amar?
É este o melhor que pode ser?
Pode ser mais forte?
Mais gentil?
Ter mais compaixão?

Decida.
Inspire. breathe in
Expire. breathe out
E decida."

Anatomia de Grey
S10E01

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A vida corre e o mundo passa-me ao lado.

Às vezes sinto que a vida corre e o mundo me passa ao lado. E é aí que sinto que há muita coisa a fazer!
Sinto este medo que tudo passe e eu nada faça. O pânico de olhar para trás, daqui a uns anos, e ver que não fiz tudo o que queria. E por isso, agarro-me à vida e absorvo o que posso, e mesmo assim parece que nunca é suficiente. Quero sempre mais. 
Tenho medo que por mais que faça, irei sempre achar que não foi o suficiente. Às vezes penso que tudo isto se deve ao facto de me sentir à deriva.
Quero tudo. Foco-me em tudo e não me foco em nada. Quero estar em todo o lado porque o tempo é infinito para mim, até ver que não o é.
Mas no dia seguinte volto a querer tudo. Volto a querer estar em todo o lado porque o tempo é infinito para mim...

Sorte dos que sabem para onde querem ir... Ou dos que fingem bem! Ou dos que não pensam nisso...
Eu também quero ir, para saber onde quero estar. 
Quero correr porque sinto que o tempo são grãos de areia a fugirem-me pelas mãos. Quero libertar-me das imposições e das malditas suposições da nossa sociedade. Eu quero é conhecer, dar a conhecer, viver e absorver. 
O tempo passa enquanto fico sentada ao computador a cumprir as 8 horas de trabalho. E durante esse tempo vivi através das histórias dos outros, que vou lendo na internet. Mas a vida é isso que passa enquanto olhamos para o tempo dos outros. E é por isso que às vezes tenho de parar e ir lá fora respirar. Recuperar o meu tempo. Estar no presente.
É bom conhecer histórias de vida que nos inspiram, mas não é bom vivermos agarrados a isso e nada fazermos.
Estou a aprender a ir. 
O yoga e a meditação ajudam-me a aprender a focar-me no presente. A absorver e a conhecer-me.
Há que tentar ser sempre uma melhor versão de nós, não é? Gostava que houvesse mais gente a perceber isso.

Por isso tenho de ir. Descobrir o meu lugar. O tempo não espera.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Simplicidades de Verão

O Verão é simples. É por isso que me sinto tão feliz quando chega o calor.
As temperaturas altas aquecem-me a alma e fazem-nos ter menos vontade de nos mexermos, mas isso é perfeito para pararmos com os stresses e respirarmos!
Gosto da simplicidade e poder de descomplicar do Verão. Dorme-se em qualquer lado e vai-se a todo o lado.
As roupas que se usam diminuem de quantidade. Coloco um vestido e estou pronta! Posso até nem pôr brincos, fios, pulseiras, sapatos complicados... No Verão ficamos bem como estamos.
Os pés respiram. Nós respiramos. Os dias são gigantes.
Se decidirmos às 18h fazer alguma coisa, ainda há muito tempo... Se decidirmos ir de fim-de-semana num sábado de manhã, depressa se colocam 3 peças de roupa numa mochila e vamos. O fato de banho até pode andar vestido o fim-de-semana inteiro!
No Verão há tempo e há sorrisos.
Há Sol! O nosso Astro Rei ao qual podemos gratificar a nossa existência neste planeta.
Gosto muito desta simplicidade de estar e ser. É mais fácil ser simples. Quem não o souber ser, só tem de parar e respirar fundo... para seu próprio bem!
O Verão fará as coisas acontecerem. 

SW Alentejano
A curtir a Costa Vicentina, Portugal
Sputnik, o rei cão no nosso fim-de-semana flash :)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Viver connosco

Há pessoas que têm mais facilidade em aproveitar os seus dias ao máximo do que outras. E frequentemente vejo pessoas a queixarem-se da sua vida sem repararem que somos nós os responsáveis pelo rumo que tomamos.
Fazer dos nossos dias um cantinho melhor para nós próprios não é assim tão difícil! Basta sairmos da rotina e procurarmos fazer coisas que nos transformem a disposição para melhor. Ou seja, basta seguirmos o nosso coração e esquecermos um bocado as obrigações pós-laborais que teimamos em tornar coisas imprescindíveis para a nossa vida. 
Imprescindível é o nosso bem-estar e o nosso estado de espírito. 
Portanto, as pessoas que não costumam ter vontade de fazer nada, chegam a casa e sentam-se no sofá o serão todo, mas que não ficam contentes com a sua vida, devem fazer um esforço ainda maior que as outras para alterar a sua rotina. Seria mais fácil para todos passar os dias a não fazer nada. Mas não é uma escolha de todos, porque há que combater o ócio, para nosso bem-estar! 
O que não quer dizer que não devamos ter os nossos momentos. Mas então que aproveitemos para contemplar e respirar. Ouvir-nos no silêncio pode fazer tão bem!
Fazer desporto, observar o que nos rodeia. No caminho para o trabalho é tão refrescante observar o céu, estar atento a pormenores, sentir o vento, ouvir o chilrear dos pássaros... Ver como os dias são bonitos logo pela manhã pode ajudar-nos a mudar o astral.
Procurar dar uma volta à hora de almoço, fazer uma pequena caminhada ao fim do dia, estar com amigos ou estarmos com nós próprios. Agora com o Verão e os dias maiores, é fácil haver tempo para tanta coisa! Ir à praia e apenas ficar ali a observar o mar, andar de bicicleta, ir dar um passeio maior com o cão. 
Aprender línguas, conhecer sítios novos, explorar! 
Para mim, é um óptimo exercício conhecermo-nos realmente. Desafiarmo-nos e conhecermos os nossos limites. Fazermos coisas diferentes, conhecer. 
Parar para respirar um pouco em qualquer momento do dia. Pensarmos no que somos, o que gostamos, o que queremos e onde queremos estar. 
Fazer uma lista do que queremos visitar, do que queremos fazer e de coisas que queremos melhorar em nós. E todos os dias fazer uma lista de, pelo menos, 3 prioridades a fazer naquele dia. 
São maneiras de nos tornarmos satisfeitos connosco próprios, de querermos melhorar-nos e evoluir e também de colocarmos intenções na nossa vida.
Já que vamos passar algum tempo connosco próprios não será bom aprendermos a viver com isso da melhor forma possível?

sexta-feira, 28 de junho de 2013

As nossas pequenas imperfeições

Todos temos preocupações com o corpo e todos temos, pelo menos, uma parte do corpo com a qual não estamos satisfeitos. O que não me parece mal se for encarado o mais naturalmente possível. Ou seja, é bom querermos melhorar e sentirmo-nos bem connosco porque eu vejo o desporto como a forma de atingir a minha satisfação.
Há muita gente que se torna passiva e resmunga com o seu corpo. Fazem operações, cirurgias, cremes e dietas para ter o corpo perfeito... Que não existe!
O importante nisto tudo é realmente aprendermos a gostar de nós assim. E que isso não nos leve à passividade de nos deixarmos ficar por aí! O exercício é indispensável para a saúde, para a mente e para nos mantermos bem. Mas em vez de querermos ser como os outros, olhemos mais para as coisas boas que temos em nós!

Este assunto surgiu depois de ler um artigo sobre uma professora de yoga, com um grande número de seguidores, que lhe começaram a escrever dizendo o quão perfeita ela é. 
Por essa mesma razão ela quis mostrar que não é perfeita. Que tem defeitos que a tornam bonita como ela é, e que há que aceitá-los.
Pareceu-me uma mensagem importante numa sociedade tão pressionada por uma perfeição efémera.

Deixo algumas frases referidas no texto que li:
"A photographer once told me that even the models on magazine covers wish they looked like their own images."
" I share it today with the hope that we can stop comparing ourselves to others and start loving ourselves for the beautifully flawed masterpieces that we truly are."
"But in our social media driven world, where everybody’s life seems so much glossier than our own, we’ve managed to convince ourselves that real is not beautiful and every photo needs a filter."




Dêem uma vista de olhos em todo o artigo: http://www.elephantjournal.com/2013/06/the-real-unphotoshopped-me-liz-arch-photographed-by-robert-sturman/

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Estou bem onde não estou

Solstício de Verão, dia cinzento e eu constipada. Que bonito!
Fora as atribulações climáticas, hoje tenho estado pensativa em relação à vida e ao rumo a tomar. Parece-me que desde que me conheço que assim sou. Ando ao sabor do vento e quero mil coisas ao mesmo tempo. Talvez nunca vá estar bem em lado algum!
Pus-me a ler a Visão e o artigo sobre viajar com pouco dinheiro, e isso leva-me sempre a viajar pelo que posso e quero fazer, e pelo que fiz. Daí fico triste por já ter viajado um pouco e não ter partilhado como deve de ser muitas das aventuras que já tive.
Como tal, fui procurar emails que tenha enviado em alturas que estive longe (quando não havia facebook, nem a preocupação de mostrarmos o que andamos a fazer e as notícias eram escritas à pressa por mail). 
Encontrei dois mails que escrevi numa das minhas viagens, depois de ter estado 1 mês em Itália, segui para a Grécia, Macedónia e Bulgária. Fiz couchsurfing e fui ficando em casa de amigos. Encontrei dificuldades e senti a solidão, mas foi uma viagem de 2 meses que me fez continuar a conhecer o mundo. 
Voltamos sempre com um bocadinho do que visitámos e deixamos um pouco de nós por onde passamos, mas não foi por isso que descobri onde era o meu lugar no mundo!

O mail está transcrito como o enviei, daí não ter acentos e a linguagem estar abreviada para ser mais rápido de escrever!


3-10-2008

"Hallo gente!
escrevo 1 mail rapido so para fazer saber que estou bem! :)
de facto, estou mto bem agora! encontro-me na grecia em casa de 1 amiga. Esta uma noite fantastica, mto quente e silenciosa que me lembra as optimas noites de verao.
fiz 1 belissima viagem de barco pelo adriatico de italia para aki, e como sempre sem planos, fico aki ate me sentir bem! alias, vou tentar arranjar 1 passaporte em atenas para poder ir visitar 1 amiga na macedonia...mas se n for possivel, logo se ve! :)
planeio plo menos voltar a italia ainda... mas claro q ja sinto bastantes saudades de lisboa, principalmente da cerveja barata que n se encontra em mais nenhum lugar da europa! :P
a grecia pareceu me 1 pais bastante estranho ao inicio, principalmente pq n percebo nada do q dizem, mas tdo esta mto mais encaminhado agora :)
Italia ficou para tras, o curso correu mto bem, foi dificil deixar amigos q fiz em 3 semanas, foi dificil resolver sozinha o q iria fazer depois de terminar o curso. passei algtuns dias bastante preocupada a tentar fazer escolhas e percursos.senti me 1 bocado perdida na verdade... as vezes n parece ser facil sentirmo nos sozinhos noutro sitio. questionei me do q fazia ali sozinha sentada num banco de 1 estacao algures em italia, mas conclui se sempre q sao estas experiencias q valem a pena, n?
felizmente encontrei sempre solucao... 1amigo q me desse casa por 1 noite..conhecem se pessoas... fikei num hostel em q conheci 1 americana q esta sozinha em italia a dar 1 giro por todo o pais. tb ela me disse q era mto dificil.
enfim! esta a ser 1 optima experiencia! ja expedi para portugal 15 kg de porcarias! :) em italia conheci bem tda a regiao em q estive, comprei livros em feiras do livro, fui a festivais de comida, apanhei o comboio e fiz 1 viagem plos alpes ate a austria, e acabei ate por ir a 1 despedida de solteiro italiana (o mais inesperadamente possivel, mas mto divertido).
bem, agora tenho de ir descansar...dps de 22horas num navio, e + 2h num bus, sinto me exausta.
desculpem n ter tempo para contar mais em pormenor as ultimas semanas...

beijos grandes, e espero q se encontrem tdos bem! :)"

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Hino à Vida!


"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "i's" em detrimento de um remoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade."
Pablo Neruda