terça-feira, 20 de março de 2012

Welcome Spring!




"Quando vier a Primavera, 
Se eu já estiver morto, 
As flores florirão da mesma maneira 
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada. 
A realidade não precisa de mim. 

Sinto uma alegria enorme 
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma 

Se soubesse que amanhã morria 
E a Primavera era depois de amanhã, 
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. 
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? 
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; 
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. 
Por isso, se morrer agora, morro contente, 
Porque tudo é real e tudo está certo. 

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. 
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. 
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. 
O que for, quando for, é que será o que é." 

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Novo blog!


Não vou abandonar este, não.
Apenas criei um novo. Uma parceria, dois olhares distintos, desenho e fotografia misturados com viagens. Longas ou curtas. Porque viagem pode ser tudo. Demoradas deslocações ou passeios deambulantes.
O objectivo é divertirmo-nos, estimularmos os sentidos e estimularmos quem nos lê. Porque viajar faz bem à alma... Mesmo que seja pelos olhos de quem o faz!

Dêem uma vista de olhos: Diários da Errância

Diários da Errância


Desafio













Ora bem, já não fazia destas coisas desde o 9º ano, em que escrevíamos dedicatórias em caderninhos, e questionários para nos lembrarmos dos nossos amigos para sempre!
Parecia que aquilo que éramos ia ser sempre assim. Tudo tal como é agora. Por isso, e como quero muito ler as minhas respostas daqui a uns anos, aceitei o desafio que a minha amiga CV Love lançou a algumas bloggers. Aqui fica:
1- Nome da minha música favorita? Nunca me lembro de nenhuma em especial! Tudo depende do que apetece ouvir! Confesso que sabe bem estar no quarto ou no banho a ouvir Nouvelle Vague ou Tracy Chapman. Para viajar levo sempre uma selecção variada, desde reggae a electro. 
2- Nome da minha sobremesa preferida?  Não caio de amores por doces! Mas tudo o que tenha chocolate merece a minha modesta atenção. Mousse de chocolate, bolo de brigadeiro, vienetta, crepe de chocolate... Venham eles! 
3- O que me tira do sério? Hipocrisia e cinismo.
4- Quando estou chateada? Quando estou? quando me apetece! As razões podem ser algumas. A principal é as coisas não me correrem como queria. Ou então não me conseguir decidir sobre a imensidade de coisas possíveis a fazer num dia livre.
5- Qual o meu animal de estimação favorito? O cão.
6- Preto ou Branco? Preto.
7- Maior medo? Olhar para trás um dia e ver que não fiz tudo o que queria.
8- Atitude quotidiana? Tentar absorver sempre tudo o que a vida me oferece. E sorrir. Se o fizer quando estou sozinha é porque é realmente sentido, dizem.
9- O que é perfeito? O planeta em que vivemos.
10- Culpa? Culpa de, com esta idade, ainda roer as unhas!


Sete factos aleatórios sobre mim:
1- Adoro viajar.
2- Não passo sem rabiscar e escrever coisas todos os dias.
3- Gosto de acreditar na celebração da beleza natural das pessoas e de tudo o que nos rodeia.
4- Não sou nada atenta a pormenores dos outros, mas adoro fotografar pormenores. Vai-se lá explicar! 
5- Sou bastante orgulhosa.
6- Adoro caminhar, explorar, pensar em sítios para descobrir, e perder-me a pensar demais na vida. Gostava que as pessoas se preocupassem menos com o supérfluo e olhassem mais para as pequenas coisas que nos conseguem fazer sorrir.
7- Gosto de me afastar das confusões urbanas porque gosto do que é simples. Respeito muito o planeta. Acho que a vida é um verdadeiro milagre. E o que me dá mais prazer é observar a Natureza e a paisagem.
Regras:
Colocar o link da pessoa que te ofereceu o selo.
Preencher o formulário das perguntas.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Petição Pelo Alargamento do Horário em que é Permitido Transportar Bicicletas no Metropolitano de Lisboa


Gente, Vamos assinar! Mesmo quem não usa a bicicleta nos seus habituais movimentos pendulares pode ajudar quem quer usar! :)
É um gesto que não custa nada, e só vem ajudar a termos uma melhor cidade de Lisboa, e uma melhor responsabilidade cívica!

Petição Pelo Alargamento do Horário em que é Permitido Transportar Bicicletas no Metropolitano de Lisboa

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Divagações

Tenho saudades do cheiro que sentia ao abrir as carteirinhas novas de cromos! E todo o ritual da novidade e surpresa, e o descolar a parte de trás e colar na caderneta! :) Aquele cheiro a novo, relembra-me o carinho e excitação com que fazia as minhas colecções :)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Só para geógrafas /Only for female geographers

E assim nasce mais um grupo que junta mulheres, geografia e fotografia. No que é que isto poderá dar?
A mim parece-me uma magnífica mistura! Partilhar ideias e visões, partilhar o nosso mundo, e abrir portas a projectos.
Meninas geógrafas de todo o mundo que andam por aí a tirar fotos e têm Flickr, partilhem connosco!


SHEOGEOGRAPHERS


Flickr group for female geographers from all over the world! 
Women, Geography and photography. Don't you think it's a wonderful mixture?
We invite you to came and share your ideas, visions and your own world. If you like to take nice pictures, please share it with us!


SHEOGEOGRAPHERS

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Bairro de Alvalade


O dia sorriu-me. Parecia que ia correr mal, mas foi só fachada!
Tive calor. Porquê? Porque caminhei a bom passo pelo bairro de Alvalade. 
Parece-me um mercado gigante onde se pode encontrar de tudo. Qual centros comerciais, qual quê!
Por entre as ruas do quarteirão principal de Alvalade caminha-se entre velhinhos vagarosos, madames e chineses. O que queremos encontrar, encontramos. Há o mercado principal, os correios, escolas, papelarias grandes e pequenas, casas da sorte e muitos restaurantes com menus em conta.
Também já há restaurantes japoneses, vegetarianos e nepaleses. Tudo para não se perder os tempos!
Sim, porque desde pequena me lembro de passear alegremente nas ruas d Alvalade e parece-me que pouco mudou.

 Algumas lojas já lá não estão, mas ainda se continuam a ver as crianças com as avós, os cães a serem passeados e os carrinhos de duas rodas para as compras.
Mais uma voltinha e mais uma moedinha. Aparecem-me as sapatarias, as grandes lojas de chineses, as casas de roupa chique, e as casas de roupa barata.
A meio do caminho não consigo não ouvir a conversa de duas ciganas que se queixam de como isto está muito mau: “Nada se vende” – diz uma enquanto olham para a montra de uma loja. “Isto ninguém quer comprar nada!” – “Pois…”. “Eu hoje fui para o Relógio e não vendi nada.”, “Olha ontem no dia todo fiz 30 euros. 30 euritos! Se não fosse a minha mãe dar-me dinheiro, não sei!”.
E foi aí que olhei para ver com olhos de ver a pessoa que falava.
Espantou-me dizer que a mãe lhe dava dinheiro quando aparentava uns 40 anos. ‘tá mesmo difícil!
Continuei, pois… Casas de móveis antigos, casas de madeiras, cabeleireiros modernos e barbeiros à moda antiga. Cafés acolhedores, casa de chá e esplanadas ao sol. A rua principal (Avenida da Igreja), sempre cheia de gente, já parece digna de uma metrópole com os seus restaurantes e marisqueiras, quiosques de revistas, gelatarias deliciosas e bancos. Num dos passeios, um engraxador ainda parece ter clientela.

Subo por uma rua perpendicular à avenida. Lojas para alugar também se encontram. Empregados à porta a ver quem passa, e uma loja com tudo! Desde artigos para costura até artigos para o cabelo e para a pele.
Há algumas lojas destas em Alvalade. Cheias de tudo e de muito que em nada combina. Fazem-na um bairro pitoresco e caloroso.
Se procurarmos bem encontramos o que queremos e o que já não esperávamos e ainda nos dão um sorriso.
Há coisas que não devíamos deixar morrer…










terça-feira, 17 de janeiro de 2012


Devíamos fazer mais coisas estúpidas. Só porque sim!
O mundo seria muito mais risonho e divertido!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012


Hoje não estou com muita paciência e o que me apetecia mesmo era ir para casa.

A paciência é algo que tento cultivar, principalmente por causa das funções que agora desempenho, mas às vezes dou por mim a pensar onde é que certas acções nos levam!
Para além de ficarmos melhor connosco e com a nossa consciência, muitas vezes vemo-nos a ter atitudes de bom comportamento que nos levam a paciência ao extremo. Interrogo-me se valem os cabelos brancos todas as vezes que me apeteceu virar as costas a uma conversa que não me interessava. Por exemplo.



2012 começou e, como pessoa optimista, tento olhar as coisas boas que me têm acontecido. É altura de esperanças mas de repente Janeiro parece-me tão longo! E por vezes, o inicio custa quando olhamos para a frente e não sabemos o que vemos. Quero, com todas as forças, pensar em coisas boas porque acredito que isso me trará acontecimentos positivos, e porque acredito que querer sentir força em nós (mesmo quando parece impossível) nos ajuda a ter, de facto, a força que faltava.
Dizem ser o ano do fim do mundo, mas afinal quando é que acaba o mundo?
Deixem-me acreditar que no meio de tantas teorias, o mundo continuará e que este "fim do mundo" seja em sentido figurado, um tempo de mudanças e transformações, e de nos voltarmos para dentro de nós. 
Que esta crise mundial nos faça renovar valores esquecidos e mudarmos atitudes perante a vida e os outros. 
É esse o verdadeiro fim do mundo, e a derradeira mudança que é necessária.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

.Tentemos mais.

Última sexta-feira do ano. Curiosamente o dia da semana que sempre se anseia. Tenta-se pensar como foi o ano, ou tenta-se seguir em frente, mas mal ou bem todos esperam que chegue 2012. Isto porque criámos uma espécie de ciclo de vícios e esperança. 
Todos sabem que novo ano é algo como uma nova oportunidade para ter outras vivências, aventuras e espera-se que tudo seja diferente.
Arrumamos acontecimentos e fases assim. Em pastinhas com anos delineados.
E vem mais um ano no nosso calendário, e vem mais um na nossa cabeça, porque às vezes isto parece que foi só criado para deitarmos a monotonia  fora e criarmos esperanças. - Isto pensava eu hoje quando caminhava. 
Mas na verdade, não há mal nenhum nisso! É bom sonhar, é bom querermos mudar, é bom enchermo-nos de expectativas (mas também fazermos tudo para as atingir), é muito bom termos esperança.
2011 foi um ano. Eu, como optimista que sou, digo que foi bom, mas pensando realisticamente não foi nem mau nem bom, dizem alguns... ou pior... os que vêem só problemas e crises dizem que foi terrível.
Na minha cabeça só consigo ver o acabar da pós-graduação e o tamanho trabalho que tive para o conseguir (o que é bom), os fins-de-semana ocupados e os progressos na fotografia, o fantástico Caminho de Santiago, as restantes viagens e pessoas que conheci. Porque quando conhecemos alguém gosto de pensar que um bocado dessa pessoa passou a fazer parte de nós. Aprendemos, sorrimos, crescemos, tornamo-nos melhores ouvintes e mais tolerantes, conhecemos novas ideias e pontos de vista. E isso fascina-me, porque é isso que me faz sorrir quando recordo. E é isso que me faz querer continuar, e querer progredir como pessoa.
Nas minhas recordações há uma ténue lembrança de alguns momentos menos bons, mas que até isso me parece ter servido para me conhecer e para aprender.
Não é tão bom podermos mudarmo-nos e querer dar mais de nós?
Hoje saí do trabalho e sorri ao caminhar. Os dias já estão mais longos! - pensei logo - O céu ainda não estava completamente escuro. Que sorriso me arrancou pensar nisso!
Nisso e no pássaro que chilreava a alto e bom som em alguma árvore da escola. Conseguiu fazer-me abstrair de todos os outros barulhos da cidade.
Para mim são pequenas coisas rejuvenescedoras e que limpam a cabeça.
Tive a alegria de chegar a casa e ver escondido o peixe que julgava morto.
E agora, a tranquilidade do meu quarto que se torna acolhedor com o cd de Nouvelle Vague e as minhas cãs a darem-me calor.
No outro dia fui trocar umas coisas, e na terrível confusão de centro comercial perdi a minha capa do telemóvel. Obviamente que fiquei chateada e enervada porque desgosto de azáfamas. Já mal-dizia tudo e todos, até porque o dia me estava a correr bem! Fui ao segurança perguntar se viu alguma coisa, e lá tinha ele a capa guardada numa gavetinha! Pensei que afinal ainda há pessoas boas, porque confesso que o meu primeiro pensamento foi que alguém tinha logo ficado com ela. Não era nada com a qual não pudesse viver sem, mas foi dinheiro! Que bom que a foram entregar. É uma alegria esperançosa ver que ainda há quem pense nos outros.
Pois bem, música+quarto+cãs+sexta+1000coisas boas = :D
Espero que seja um bom prenúncio! Porque só a ideia de que vai ser um ano altamente, traz coisas positivas - quero acreditar.
Um Bom Ano a todos. Tentemos todos mais, sejamos mais e melhores e procuremos os detalhes deliciosos que nos conseguem fazer sorrir.