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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Domingo de manhã...

Domingo de manhã foi acordar cedo e ir fazer yoga para o Parque do Tejo, por baixo da ponte Vasco da Gama, em Lisboa.
Já há algum tempo que lá queria ter ido, mas só agora houve oportunidade.
E valeu muito a pena levantar cedo e ir praticar ao ar livre, debaixo de umas árvores que nos cederam simpaticamente a sua sombra.
A troca destas experiências com outras pessoas faz-nos sair de lá sorridentes e bem dispostos. Com a sensação de que o dia vai correr bem!
Depois da prática houve tempo para experimentar slackline entre árvores. O slackline é uma fita elástica esticada entre dois pontos fixos, o que permite ao praticante andar e fazer manobras em cima dela. 
Foi bom desafiar a gravidade e testar o nosso equilíbrio, pois não é algo nada fácil. Cheguei ao fim bastante cansada até! Mas eu considero muito positivo testarmos os nossos limites e fazermos coisas diferentes também para nos conhecermos melhor. Ensina-nos que não sabemos fazer tudo, nem tudo o que pensamos que fazemos, nos sai realmente bem!
Ainda deu para experimentar umas posturas em equilíbrio, cair, levantar e rir!
Não sabe bem sentirmo-nos vivos logo pela manhã?
Slackline


mayurasana na slackline

Portinho da Arrábida para a tarde :)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sorrir à simplicidade





Lisboa. Largo do S. Carlos.
19h45 e está um óptimo ambiente. Ouve-se música, o lusco-fusco chega devagar, a temperatura está amena e há mesmo quem desfrute de tudo isto do alto de um prédio antigo. Que bem se deve estar num terraço virado para o S. Carlos!
Um menino, no meio das pessoas despreocupadas, que ouvem música, faz bolas de sabão.
As bolas de sabão são mágicas! Quem não gostava de as fazer e segui-las até o olhar se perder ou até rebentarem?
Aí ficávamos tristes mas voltávamos a tentar. Queríamos sempre a bola de sabão perfeita e éramos persistentes com isso!
Por isso, as bolas de sabão sempre me reportam para a felicidade despreocupada de se ser criança.
No meio disto está uma senhora preocupada com as bolas que vão na sua direcção. Rebenta as que consegue e diz (com ar enjoado) à criança para se chegar mais para o lado.
Olho para tudo isto de fora e pergunto-me o que vai na cabeça daquela senhora para se sentir incomodada com as bolas de sabão. Em que momento da nossa vida se faz o clique e deixamos que pequenas coisas não façam a nossa felicidade?
Quando é que passa a ser uma questão de vida ou morte não se sujar a roupa? 
Porque nos esquecemos de sorrir à simplicidade?

terça-feira, 17 de julho de 2012

O Amolador (The Knife Man)


Faz parte dos sons de Lisboa e faz parte das minhas memórias de infância.
Nunca sabia de onde vinha aquele som ou o que era, mas tantos anos depois continua a trazer-me à memória a janela do quarto aberta num dia de sol, os cortinados a abanarem com a aragem e os brinquedos espalhados pelo chão. Sem esperar, ouvia-se o amolador.

Agora já não o ouço, mas ele ainda anda por aí. Era tão bom não se deixar perder estas profissões tão genuínas.

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It is a part of the Lisbon sounds and it's part of my childhood memories.
Never knew where that sound cames from or what it was, but after so many years it continues to bring to my mind the open bedroom window on a sunny day, the curtains stiring with the breeze and the toys scattered on the floor. Without expecting, you could hear the grinder.

Now I do not hear him anymore, but he's still around. It would be so nice to try not to lose these so genuine professions.



Knife Man (Amolador) from mattquann on Vimeo.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Bairro de Alvalade


O dia sorriu-me. Parecia que ia correr mal, mas foi só fachada!
Tive calor. Porquê? Porque caminhei a bom passo pelo bairro de Alvalade. 
Parece-me um mercado gigante onde se pode encontrar de tudo. Qual centros comerciais, qual quê!
Por entre as ruas do quarteirão principal de Alvalade caminha-se entre velhinhos vagarosos, madames e chineses. O que queremos encontrar, encontramos. Há o mercado principal, os correios, escolas, papelarias grandes e pequenas, casas da sorte e muitos restaurantes com menus em conta.
Também já há restaurantes japoneses, vegetarianos e nepaleses. Tudo para não se perder os tempos!
Sim, porque desde pequena me lembro de passear alegremente nas ruas d Alvalade e parece-me que pouco mudou.

 Algumas lojas já lá não estão, mas ainda se continuam a ver as crianças com as avós, os cães a serem passeados e os carrinhos de duas rodas para as compras.
Mais uma voltinha e mais uma moedinha. Aparecem-me as sapatarias, as grandes lojas de chineses, as casas de roupa chique, e as casas de roupa barata.
A meio do caminho não consigo não ouvir a conversa de duas ciganas que se queixam de como isto está muito mau: “Nada se vende” – diz uma enquanto olham para a montra de uma loja. “Isto ninguém quer comprar nada!” – “Pois…”. “Eu hoje fui para o Relógio e não vendi nada.”, “Olha ontem no dia todo fiz 30 euros. 30 euritos! Se não fosse a minha mãe dar-me dinheiro, não sei!”.
E foi aí que olhei para ver com olhos de ver a pessoa que falava.
Espantou-me dizer que a mãe lhe dava dinheiro quando aparentava uns 40 anos. ‘tá mesmo difícil!
Continuei, pois… Casas de móveis antigos, casas de madeiras, cabeleireiros modernos e barbeiros à moda antiga. Cafés acolhedores, casa de chá e esplanadas ao sol. A rua principal (Avenida da Igreja), sempre cheia de gente, já parece digna de uma metrópole com os seus restaurantes e marisqueiras, quiosques de revistas, gelatarias deliciosas e bancos. Num dos passeios, um engraxador ainda parece ter clientela.

Subo por uma rua perpendicular à avenida. Lojas para alugar também se encontram. Empregados à porta a ver quem passa, e uma loja com tudo! Desde artigos para costura até artigos para o cabelo e para a pele.
Há algumas lojas destas em Alvalade. Cheias de tudo e de muito que em nada combina. Fazem-na um bairro pitoresco e caloroso.
Se procurarmos bem encontramos o que queremos e o que já não esperávamos e ainda nos dão um sorriso.
Há coisas que não devíamos deixar morrer…










segunda-feira, 8 de junho de 2009

Festas de Lisboa!

Lisboa é uma cidade que precisa de ser descoberta, apreciada e aproveitada. Tirar umas horas dos meus dias para me perder nela, é algo que considero absolutamente delicioso... Descobrir ruelas, edifícios, largos, mercados, lojinhas, livrarias, recantos... há sempre novas surpresas mesmo quando fazemos o mesmo caminho mais que duas vezes!
E se a essas horas juntarmos um descanso nalgum dos muitos miradouros da cidade, podemos observar as pessoas que ali passam, observar a cidade e o movimento lá em baixo, ou até ouvir música, escrever ou ler descansadamente... Há também a possibilidade de nos acercarmos dos inúmeros quiosques de rua, ou das tasquinhas bem simpáticas para bebermos um galão, ou um aperitivo e observar o movimento... Com alguma simpatia, conhecem-se pessoas que ainda têm paciência para conversar...conhecem-se rostos e histórias de vida... Um traçadinho na Casa do Alentejo ou uma ginginha do Rossio sabem sempre bem ao fim do dia... porque Lisboa nem sempre é como a pintamos... Há que humanizá-la e compreendê-la bem... está cheia de histórias para serem ouvidas, e pormenores a ansiar serem descobertos. É bom podermos relaxar numa cidade que nem é assim tão cosmopolita, e que vai sabendo acompanhar os tempos... Onde quem nos visita fica maravilhado com as vistas, e com a vida que podemos saborear nas nossas esplanadas enquanto se aproveita o fim do dia.

Estamos na altura das festas da cidade! Há bailaricos a cada esquina dos bairros antigos, e jantaradas que se prolongam até tarde. Quem percorre as ruas antigas, sente o cheiro a Verão, das noites que tardam a chegar, das mesas dos restaurantes nas ruas e do cheiro da sardinha assada.
O ponto alto será a noite de 12 para 13 de Junho. Onde se celebra a noite de "Santo António de Lisboa (para os italianos Santo António de Pádua (ver imagem da Basílica de Santo António, em Pádua, onde está sepultado)), com o nome de baptismo Fernando Martim de Bulhões e Taveira Azevedo, (Lisboa, cerca de 1191 / 1195 – Pádua, 13 de Junho de 1231), foi um frade franciscano português, canonizado pela Igreja Católica e por esta proclamado Doutor da Igreja. Primeiramente foi frade agostiniano em Coimbra (1210), depois frade franciscano conventual (1220), viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França. No ano de 1221 passou a fazer parte do Capítulo Geral da Ordem de Assis, a convite do próprio Francisco, o fundador. Foi professor de Teologia e grande pregador. Foi convidado por São Francisco para pregar contra os Albigenses em França. Foi transferido depois para Bolonha e de seguida para Pádua. Morreu aos 36 anos." (retirado da Wikipédia).

Para quem quer aproveitar a cidade, o site www.egeac.pt dá-nos informação das mais variadas festas a ocorrer por esta altura.

Divirtam-se!