quinta-feira, 8 de outubro de 2015

E o Outono?

Vou de manhã apressada pelo jardim e sinto o frio matinal. Aquele que se começa a sentir quando ainda não nos despedimos a sério do calor do verão, mas o qual nos faz sentir bem já com um casaquinho, ainda que não muito grosso.
O alcatrão mostra algumas partes húmidas, talvez da humidade da noite, talvez das chuvas que caíram no dia anterior. E as árvores que ladeiam o caminho estão verdes frescas, mas algumas começam a ter as pontas acastanhadas...
Sente-se o Outono a chegar, ainda que tímido, a pedir licença...porque depois os dias ficam ainda quentes e uma t-shirt à hora de almoço também não sabe mal!
Eu adoro o Verão, as cores, o calor, as peles morenas e a alegria. Mas este ano, está a saber-me bem sentir a passagem das estações... Saber que vão vir os dias de aconchego no sofá, a ver um filme com um chá ao lado, sem me sentir culpada por não estar a fazer alguma coisa e a aproveitar o dia.
Senti-me mesmo aconchegada com este passeio matinal. Fez-me pensar que talvez por não ter estado em Portugal o ano passado, este ano estou a sentir a falta desta época do ano! E o Outono é tão bonito por cá, quando aí temos dias bonitos e solarengos mas mais frescos, e as árvores se enchem de tons amarelos, vermelhos e castanhos.
É bom observar a verdadeira beleza do nosso planeta, aquela que não se compra e que está nas coisas que estão ao nosso redor mas que muitas vezes não valorizamos!

The World Is Where We Live

"We are all connected"





terça-feira, 6 de outubro de 2015

"Quem sou eu para achar...?"

Hoje o meu dia começou em volta deste assunto: O nosso tamanho perante a grandeza do Universo e o nosso tamanho perante aquilo que achamos de nós mesmos.


Pequeninos, pequeninos... Com este tamanho, pensa-se duas vezes se vale a pena chatearmo-nos com pequenas e insignificantes coisas. Devíamos unirmo-nos todos em prol de um bem maior, que é preservar o milagre da vida que nos foi dado, em vez de passarmos a vida a acharmo-nos mais que os outros e a discutir por causa de insignificâncias que amanhã não significarão nada. Haja mais amor, compreensão e humildade heart emoticon
Pequeninos, pequeninos... Pondo as coisas em perspectiva, dá para não nos acharmos maiores do que aquilo que somos?Com este tamanho, pensa-se duas vezes se vale a pena chatearmo-nos com pequenas e insignificantes coisas..Devíamos unirmo-nos todos em prol de um bem maior, que é preservar o milagre da vida que nos foi dado, em vez de passarmos a vida a acharmo-nos mais que os outros e a discutir por causa de insignificâncias que amanhã não significarão nadaHaja mais amor, compreensão e humildade heart emoticon

Já agora, percam uns minutos para ver este vídeo que vale a pena para pormos as coisas em perspectiva :)



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Ser rico ou não ser?


“There are two ways to be rich: One is by acquiring much, and the other is by desiring little.”

Jackie French Koller


"O dinheiro não é tudo." Certo. Mas ajuda? Ajuda muito.
A questão aqui é no que é que ajuda (estando a falar de pessoas de classe média e não, por razões óbvias, de quem não tem nem dinheiro para comer). Todos vivemos numa sociedade consumista que nos leva a querer mais do que o que precisamos. Se aprendermos a ver as coisas com outros olhos, talvez sejamos mais felizes com pouco.
- "Mas o que está mal é que devíamos ganhar mais para ter melhor qualidade de vida". Pode ser e não discordo disso. Mas e se qualidade de vida for fazer 1 pic-nic no Verão em vez de se ir jantar ao restaurante da moda?

Na verdade, nunca ambicionei muito e sempre consegui juntar dinheiro para ter e fazer as coisas que as pessoas acham que "é preciso ser rico".
Posso ser bafejada pela sorte? Posso. Mas também posso ver a vida de outra forma não querendo muito e ficando feliz com pequenas coisas, em prol de um objectivo maior que quero realizar a médio prazo.
Não sei se prescindo de alguma coisa na minha vida. Simplesmente tenho pouco interesse em coisas exageradamente caras, seja roupa, jóias ou restaurantes. E em vez de fazer um sacrifício e prescindir de coisas que poderia comprar, simplesmente não procuro ter essas coisas.
Posso ser complicada em muita coisa na minha cabeça e na minha vida, mas neste assunto, vejo tudo bem claro e, recentemente, descobri que realmente quase ninguém vê as coisas da mesma maneira, querendo sempre ganhar mais porque não conseguem poupar para fazer viagens, por ex.

Sem me alongar mais, quase que garanto que tudo se trata da forma de estar e ver a vida. Não queiramos ter o mesmo que outros mas façamos antes o máximo com aquilo que temos sem ambicionar mais.

Simplifique-se nisso e tudo poderá ser mais claro!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

“Smile, breathe and go slowly.”

@ new home

“The simplest things are often the truest.”
Richard Bach

“You have succeeded in life when all you really want is only what you really need.”
Vernon Howard

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Pensamentos...

E se o trabalho for encarado como a escola?
Lembro-me que havia dias na faculdade em que entrava às 8h e saía às 22h. Fazia muito pouco, estava com amigos e saía de lá com a sensação de dia cumprido.
Os amigos eram sempre o pilar e a motivação para ir à escola.
Desde que momento é que deixamos de fazer amigos com facilidade como na escola? 
No fundo, passamos tanto tempo com um colega de trabalho como passámos com os colegas na escola. Agora cada um tem a sua vida pós-laboral, mas na escola também íamos para casa depois das aulas.
As amizades fortaleciam-se. No trabalho, nem sempre.
Isto para dizer que já passei por momentos em que tinha de passar o dia em aulas e no final sentia-me bem com não fazer mais nada. Agora, sinto-me mal se não fizer nada produtivo depois do trabalho.
Porquê?

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Pensamentos que surgem...

"A goal or a dream that doesn't challenge the dreamer to become more than they've ever been, to go where they've never gone, and to feel things they've never felt, is actually like wishing for a giant life-snooze button."

Estou determinada a pensar que estou onde a vida me trouxe e onde me trouxeram as escolhas que fiz. Se estou feliz com a minha vida até agora, estou feliz com o que sou e onde estou neste momento.
Arranjei trabalho sem estar à procura e aceitei-o depois de pensar muito. Estou satisfeita porque foi 1 oportunidade e também me veio abrir os olhos para a fase da vida onde estou e para onde quero estar. 
A minha dúvida mais recente é se não estou a ter capacidade de ver mais além e se estou a fazer pouco por mim. Se me estou a esforçar pouco, se não estou a ver para o que tenho jeito e não estou a aproveitar isso. 

Aos poucos sinto que esta crise de identidade constante me leva a refletir muito sobre mim e me leva a conhecer-me e a concluir coisas novas. Mas não sei se depois faço alguma coisa com a informação que obtive com tanta reflexão...

Sei que não me devo acomodar e devo sempre questionar-me. 
Às vezes pensar demais cansa, mas há alturas na nossa vida que sinto que não consigo ser de outra maneira... 

Só não quero olhar para trás e ver que não fiz o que queria ter feito, nem fui quem eu queria ter sido...



quinta-feira, 9 de julho de 2015

A alimentação e a endometriose

Desde que comecei a ler mais sobre o assunto que descobri informação sobre o poder que mudanças na alimentação de determinadas pessoas que fizeram esse esforço, teve na sua saúde e, nos casos graves de endometriose.
A partir daí, também eu tentei estabelecer algumas regras, restrições e implementações que ainda estou a adquirir e adaptar.
As mudanças na alimentação devem ser, geralmente, graduais e, assim sendo, aqui ficam algumas medidas para uma alimentação mais saudável para todos e, principalmente para ajudar a reduzir desconfortos e dores associados à inflamação causada pela endometriose, assim como equilibrar os níveis hormonais, reduzir os níveis de estrogénio, o inchaço e as toxinas e fortificar o sistema imunitário.

Então o que há de principal a reter para começar:
- A alimentação deve dar prioridade à ingestão de generosas porções de frutas, legumes e hortaliças, cereais integrais, peixes ricos em ómega 3 (atum, salmão e cavala) e carne magra. Vegetais de folha verde escura e fibra deverão passar a ser uma prioridade para reduzir os níveis de estrogénio.
- Deve-se evitar o consumo de alimentos ricos em farinha refinada, desprovidos de minerais essenciais e contendo elevado teor calórico. 

- A ingestão de açúcar, contido em doces, bolos, bolachas, tortas, etc, deve ser em menores quantidades e bastante cautelosa.

Alimentos que se deve reduzir: cafeína, álcool, chocolate, gorduras saturadas, manteiga e margarina, bebidas ricas em açúcar e carboidratos refinados. Chocolates, açúcares, arroz, refrigerantes e pratos preparados com farinha refinada enfraquecem os músculos, aumenta a fadiga, deixam-nos ainda mais irritadas e ansiosas.

Alimentos que se deve evitar: todos os produtos de soja e que contêm fitoestrogénios, os alimentos contaminados por dioxinas (as toxinas ambientais libertadas na atmosfera depositadas no meio ambiente) podem aumentar o risco de desenvolvimento de endometriose, em especial, os de origem animal. Já as gorduras saturadas, as trans ou as hidrogenadas (são aquelas produzidas artificialmente e adicionadas aos produtos industrializados) podem aumentar processos inflamatórios no nosso organismo. Elas estão presentes em biscoitos recheados,fritos, frios, congelados, embutidos e, em especial, nos fast foods. 



Para mais dicas e para aprofundar os alimentos e hábitos deixo abaixo os sites pelos quais me segui.

Sites para maior pesquisa:

Endometriosis Resolved


O poder dos alimentos no combate à endometriose


A Endometriose e Eu


O papel da dieta na endometriose


Este blogue foi-me muito útil para seguir uma dieta e aprender muito mais: Tratamento contra a endometriose

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Simplificar as nossas vidas

O meu padrinho faleceu há ano e meio e deixou uma casa cheia de coisas desnecessárias. Para além de tudo o que ele apreciava e fazia questão de coleccionar (e essas coisas, embora desnecessárias, não censuro), ele guardava, sem nunca mais se lembrar, guardanapos de restaurantes, cartões de visita, revistas antigas, fotocópias de fotocópias... tudo coisas que eu própria acumulo porque as guardo por achar piada ou por me dizerem algo no momento, mas depois ficam para lá, esquecidas... e um dia quando nos vamos, essas coisas só a nós diziam algo porque ficaram soltas, sem um registo ou descrição da memória...
Foi aí que me surgiu o quão desnecessário é termos uma data de coisas que nem nos lembramos. Tudo porque queremos ter tudo e quanto mais temos, menos atenção damos a cada coisa. 
Ao ter de limpar a casa e eliminar tralha descobri que quero simplificar. E começar pela minha casa e pelas minhas coisas é o ínicio para simplificar tudo em mim, desde a maneira de pensar, de ver as coisas, de estar...
Comecei pela decoração da casa e quero continuar no recheio. Como estou a terminar as obras e vou começar do zero (embora com caixas e caixas de coisas que já vinham da antiga casa, pretendo mesmo limitar-me ao necessário nos utensílios de cozinha, no quarto, na roupa, nos artigos pessoais... 
O minimalismo é também uma forma de estar na vida, difícil de preservar tendo em conta o consumismo desenfreado que nos rodeia no dia-a-dia e a forma de pensar dos nossos próprios amigos e familiares. Mas só de pensar na palavra "simplificar" já me sinto mais leve!
Deixarei o meu testemunho futuro de como me estou a sair! Até lá deixo um artigo que li sobre o assunto:
Minimalismo

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Viagens...

Hoje caminhei do Martim Moniz ao Largo do Intendente por ruas paralelas à Almirante de Reis e senti-me num outro mundo... Envolvidos na calma das ruas vi lojas, negócios e mini-mercados geridos por indianos. Senti-me longe daqui... E subitamente o nervoso das viagens fez-se sentir, as lágrimas vieram aos olhos com as saudades desses locais onde me senti bem. Viajar faz tão bem à alma, mas prende-nos o espírito para sempre <3 font="">
...

Tudo isto me lembrou um artigo que tinha lido, e que fui imediatamente reler, sobre o que eles chamaram de "after travel blues", qualquer coisa como a "melancolia pós-viagem".
Os peritos dizem que essa melancolia chega entre 6 a 8 semanas depois do fim da viagem e quando a nova vida começa a ser normal. A normalidade...esse termo que não sei bem definir...
Como pode alguém pensar que vai viajar durante uns meses ou mesmo anos, e que depois o espírito vai acalmar e vamos querer sossegar num sítio? 
Agora constato que nada disso acontece e o "bichinho" vai estar sempre lá. Todos os dias nos vai passar pela cabeça a simplicidade e liberdade que é fazer as malas e partir. Deixar tudo o que não precisamos para trás e não pensar mais nisso.
Todos os dias nos vai apetecer fugir à rotina. E todos os dias vamos olhar o mundo de outra forma, ver oportunidades em cada canto, sentir que nada é mesmo impossível e que temos escolha, e ser infeliz não é uma delas. O Mundo ensina-nos que nós sempre podemos escolher o nosso caminho e, que às vezes parece mesmo que não, mas não há passos impossíveis. Mais tarde, quem arrisca, verifica que vale mais a pena fazer do que não fazer, e que o que parecia difícil foi até fácil. 
Porque, li uma vez, é melhor termos objectivos que parecem inatingíveis e para os quais nos esforçamos mesmo para alcançar do que objectivos palpáveis que guardamos na prateleira do "um dia...".
A sensação de partir e sentir a emoção e alegria de viajar nunca me vai passar. Quererei sempre descobrir mais, sentir-me livre, conhecer, fugir do habitual, aprender e crescer. Acho que é altura de saber que não posso fugir a isso, mas sim continuar a viver para o fazer.
Ainda me falta saber muita coisa na minha vida, mas estou no bom caminho :)