quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Pensamentos...

E se o trabalho for encarado como a escola?
Lembro-me que havia dias na faculdade em que entrava às 8h e saía às 22h. Fazia muito pouco, estava com amigos e saía de lá com a sensação de dia cumprido.
Os amigos eram sempre o pilar e a motivação para ir à escola.
Desde que momento é que deixamos de fazer amigos com facilidade como na escola? 
No fundo, passamos tanto tempo com um colega de trabalho como passámos com os colegas na escola. Agora cada um tem a sua vida pós-laboral, mas na escola também íamos para casa depois das aulas.
As amizades fortaleciam-se. No trabalho, nem sempre.
Isto para dizer que já passei por momentos em que tinha de passar o dia em aulas e no final sentia-me bem com não fazer mais nada. Agora, sinto-me mal se não fizer nada produtivo depois do trabalho.
Porquê?

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Pensamentos que surgem...

"A goal or a dream that doesn't challenge the dreamer to become more than they've ever been, to go where they've never gone, and to feel things they've never felt, is actually like wishing for a giant life-snooze button."

Estou determinada a pensar que estou onde a vida me trouxe e onde me trouxeram as escolhas que fiz. Se estou feliz com a minha vida até agora, estou feliz com o que sou e onde estou neste momento.
Arranjei trabalho sem estar à procura e aceitei-o depois de pensar muito. Estou satisfeita porque foi 1 oportunidade e também me veio abrir os olhos para a fase da vida onde estou e para onde quero estar. 
A minha dúvida mais recente é se não estou a ter capacidade de ver mais além e se estou a fazer pouco por mim. Se me estou a esforçar pouco, se não estou a ver para o que tenho jeito e não estou a aproveitar isso. 

Aos poucos sinto que esta crise de identidade constante me leva a refletir muito sobre mim e me leva a conhecer-me e a concluir coisas novas. Mas não sei se depois faço alguma coisa com a informação que obtive com tanta reflexão...

Sei que não me devo acomodar e devo sempre questionar-me. 
Às vezes pensar demais cansa, mas há alturas na nossa vida que sinto que não consigo ser de outra maneira... 

Só não quero olhar para trás e ver que não fiz o que queria ter feito, nem fui quem eu queria ter sido...



quinta-feira, 9 de julho de 2015

A alimentação e a endometriose

Desde que comecei a ler mais sobre o assunto que descobri informação sobre o poder que mudanças na alimentação de determinadas pessoas que fizeram esse esforço, teve na sua saúde e, nos casos graves de endometriose.
A partir daí, também eu tentei estabelecer algumas regras, restrições e implementações que ainda estou a adquirir e adaptar.
As mudanças na alimentação devem ser, geralmente, graduais e, assim sendo, aqui ficam algumas medidas para uma alimentação mais saudável para todos e, principalmente para ajudar a reduzir desconfortos e dores associados à inflamação causada pela endometriose, assim como equilibrar os níveis hormonais, reduzir os níveis de estrogénio, o inchaço e as toxinas e fortificar o sistema imunitário.

Então o que há de principal a reter para começar:
- A alimentação deve dar prioridade à ingestão de generosas porções de frutas, legumes e hortaliças, cereais integrais, peixes ricos em ómega 3 (atum, salmão e cavala) e carne magra. Vegetais de folha verde escura e fibra deverão passar a ser uma prioridade para reduzir os níveis de estrogénio.
- Deve-se evitar o consumo de alimentos ricos em farinha refinada, desprovidos de minerais essenciais e contendo elevado teor calórico. 

- A ingestão de açúcar, contido em doces, bolos, bolachas, tortas, etc, deve ser em menores quantidades e bastante cautelosa.

Alimentos que se deve reduzir: cafeína, álcool, chocolate, gorduras saturadas, manteiga e margarina, bebidas ricas em açúcar e carboidratos refinados. Chocolates, açúcares, arroz, refrigerantes e pratos preparados com farinha refinada enfraquecem os músculos, aumenta a fadiga, deixam-nos ainda mais irritadas e ansiosas.

Alimentos que se deve evitar: todos os produtos de soja e que contêm fitoestrogénios, os alimentos contaminados por dioxinas (as toxinas ambientais libertadas na atmosfera depositadas no meio ambiente) podem aumentar o risco de desenvolvimento de endometriose, em especial, os de origem animal. Já as gorduras saturadas, as trans ou as hidrogenadas (são aquelas produzidas artificialmente e adicionadas aos produtos industrializados) podem aumentar processos inflamatórios no nosso organismo. Elas estão presentes em biscoitos recheados,fritos, frios, congelados, embutidos e, em especial, nos fast foods. 



Para mais dicas e para aprofundar os alimentos e hábitos deixo abaixo os sites pelos quais me segui.

Sites para maior pesquisa:

Endometriosis Resolved


O poder dos alimentos no combate à endometriose


A Endometriose e Eu


O papel da dieta na endometriose


Este blogue foi-me muito útil para seguir uma dieta e aprender muito mais: Tratamento contra a endometriose

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Simplificar as nossas vidas

O meu padrinho faleceu há ano e meio e deixou uma casa cheia de coisas desnecessárias. Para além de tudo o que ele apreciava e fazia questão de coleccionar (e essas coisas, embora desnecessárias, não censuro), ele guardava, sem nunca mais se lembrar, guardanapos de restaurantes, cartões de visita, revistas antigas, fotocópias de fotocópias... tudo coisas que eu própria acumulo porque as guardo por achar piada ou por me dizerem algo no momento, mas depois ficam para lá, esquecidas... e um dia quando nos vamos, essas coisas só a nós diziam algo porque ficaram soltas, sem um registo ou descrição da memória...
Foi aí que me surgiu o quão desnecessário é termos uma data de coisas que nem nos lembramos. Tudo porque queremos ter tudo e quanto mais temos, menos atenção damos a cada coisa. 
Ao ter de limpar a casa e eliminar tralha descobri que quero simplificar. E começar pela minha casa e pelas minhas coisas é o ínicio para simplificar tudo em mim, desde a maneira de pensar, de ver as coisas, de estar...
Comecei pela decoração da casa e quero continuar no recheio. Como estou a terminar as obras e vou começar do zero (embora com caixas e caixas de coisas que já vinham da antiga casa, pretendo mesmo limitar-me ao necessário nos utensílios de cozinha, no quarto, na roupa, nos artigos pessoais... 
O minimalismo é também uma forma de estar na vida, difícil de preservar tendo em conta o consumismo desenfreado que nos rodeia no dia-a-dia e a forma de pensar dos nossos próprios amigos e familiares. Mas só de pensar na palavra "simplificar" já me sinto mais leve!
Deixarei o meu testemunho futuro de como me estou a sair! Até lá deixo um artigo que li sobre o assunto:
Minimalismo

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Viagens...

Hoje caminhei do Martim Moniz ao Largo do Intendente por ruas paralelas à Almirante de Reis e senti-me num outro mundo... Envolvidos na calma das ruas vi lojas, negócios e mini-mercados geridos por indianos. Senti-me longe daqui... E subitamente o nervoso das viagens fez-se sentir, as lágrimas vieram aos olhos com as saudades desses locais onde me senti bem. Viajar faz tão bem à alma, mas prende-nos o espírito para sempre <3 font="">
...

Tudo isto me lembrou um artigo que tinha lido, e que fui imediatamente reler, sobre o que eles chamaram de "after travel blues", qualquer coisa como a "melancolia pós-viagem".
Os peritos dizem que essa melancolia chega entre 6 a 8 semanas depois do fim da viagem e quando a nova vida começa a ser normal. A normalidade...esse termo que não sei bem definir...
Como pode alguém pensar que vai viajar durante uns meses ou mesmo anos, e que depois o espírito vai acalmar e vamos querer sossegar num sítio? 
Agora constato que nada disso acontece e o "bichinho" vai estar sempre lá. Todos os dias nos vai passar pela cabeça a simplicidade e liberdade que é fazer as malas e partir. Deixar tudo o que não precisamos para trás e não pensar mais nisso.
Todos os dias nos vai apetecer fugir à rotina. E todos os dias vamos olhar o mundo de outra forma, ver oportunidades em cada canto, sentir que nada é mesmo impossível e que temos escolha, e ser infeliz não é uma delas. O Mundo ensina-nos que nós sempre podemos escolher o nosso caminho e, que às vezes parece mesmo que não, mas não há passos impossíveis. Mais tarde, quem arrisca, verifica que vale mais a pena fazer do que não fazer, e que o que parecia difícil foi até fácil. 
Porque, li uma vez, é melhor termos objectivos que parecem inatingíveis e para os quais nos esforçamos mesmo para alcançar do que objectivos palpáveis que guardamos na prateleira do "um dia...".
A sensação de partir e sentir a emoção e alegria de viajar nunca me vai passar. Quererei sempre descobrir mais, sentir-me livre, conhecer, fugir do habitual, aprender e crescer. Acho que é altura de saber que não posso fugir a isso, mas sim continuar a viver para o fazer.
Ainda me falta saber muita coisa na minha vida, mas estou no bom caminho :)


sábado, 28 de março de 2015


Hoje partiu a minha primeira companheira. Desde pequena que pedia um cão aos meus pais, mas ela só chegou bem mais tarde num dia inesperado. Levei-a para casa com a esperança vã de que pudesse ficar. "Entra a cadela saio eu!" - disse logo a minha mãe. "Então fica só esta noite e amanhã vamos entregá-la" - conseguimos eu e o meu pai acordar. 
Mas não saiu no dia seguinte e ficou connosco por muitos anos. 
A presença dela tornou-nos a todos melhores e mudou muita coisa cá em casa. Depois dela, a minha mãe aceitou mais 2 cães e tornou-se uma acérrima defensora dos animais ajudando todos os que encontra. Antes, ela mudava de passeio com medo quando via um cão.
Hoje a Nikita estava menos de metade da cadela bonita, vivaça, alegre, esperta e refilona que era. Deixou-nos, mas o que nos ensinou e a presença dela ficará bem viva em nós.
Obrigada Nikita 
heart emoticon

terça-feira, 10 de março de 2015

A Endometriose

Depois de descobrir que tenho uma doença que pode ser silenciosa para várias mulheres, acho que é importante a sua divulgação e conhecimento pois muitos médicos ainda não a diagnosticam facilmente:
A endometriose é uma doença crónica em que se desenvolve tecido semelhante ao do endométrio, em localização variável fora do útero, formando massas de características benignas, com maior ou menor extensão. 
O endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. É um transtorno ginecológico comum, atingindo entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva.
Nas várias localizações extra-uterinas, esse tecido sofre transformações semelhantes às que ocorrem no útero durante o ciclo menstrual, que se traduzem, mais frequentemente, em dor e infertilidade.
Os locais mais comuns em que ocorre endometriose são os ovários, as trompas de Falópio, o intestino e as áreas que rodeiam o útero.
Nas formas graves da doença, as massas de endometriose podem atingir outros órgãos pélvicos, nomeadamente o reto, vagina, cólon sigmoide, ureteres, bexiga e nervos superficiais e profundos. Algumas formas de endometriose profunda podem, ainda, envolver outros órgãos, por exemplo o diafragma e pulmão.
Muitas adolescentes, assim como mulheres maduras, podem desconhecer que sofrem de endometriose, pois  nas formas mais ligeiras, a endometriose pode não ter quaisquer sintomas. No entanto, a sintomatologia mais habitual desta doença caracteriza-se por dor, que pode ocorrer durante a menstruação ou entre os períodos menstruais (dismenorreia), durante ou depois das relações sexuais, durante a micção ou a defecação. Apesar das dores fortes há tendência para as considerar "próprias" do ciclo mestrual. Muitas mulheres têm também queixas de dificuldade em engravidar.
Nas formas graves de endometriose, também mais raras, podem estar presentes outros sintomas, relacionados com os órgãos que são atingidos.
Os sintomas associados à endometriose podem ocorrer em várias outras doenças. Assim, o diagnóstico de endometriose requer uma avaliação médica detalhada, a realização de exames complementares de diagnóstico ou mesmo uma investigação cirúrgica (laparoscopia exploradora).
Para saber mais:

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Novos começos todos os dias

A vida dá voltas e voltas e cá estou eu de volta a Portugal, não pelos melhores motivos. Apareceram-me uns quistos nos ovários enquanto estava no Vietname e no hospital disseram-me que seria melhor regressar ao meu país para os remover. Fui então diagnosticada com endometriose (uma doença crónica da qual falarei noutro post) e estou agora a adaptar-me à ideia e a aprender a conviver com isso, adaptando a minha alimentação a produtos que me façam menos mal sendo menos inflamatórios e que não desregulem o meu nível hormonal (também falarei mais tarde dessa dieta que interessa a todos os que querem ter uma alimentação mais saudável).
Enquanto espero por consultas e exames, resolvi que a minha vida continua e que não posso esperar por estar melhor para fazer planos. Não posso querer fazer uma coisa mas ficar todos os dias quieta sem fazer nada por isso! Não podemos arranjar desculpas e encobrir os nossos sonhos com coisas que se metem pelo meio, esperando que "depois disso eu farei o que quero". Depois pode ser tarde se não tivermos a força de vontade agora!
A vida é agora, e se queremos mesmo fazer algo, é agora também. Isso de empurrar para depois são só desculpas!
Na minha adaptação ao regresso, entretive-me com novos objectivos até saber quando poderei voltar a viajar e estou também a tentar disciplinar-me começando uma nova rotina diária. Todos os dias são como Ano Novo para mim: faço resoluções, agradecimentos e reflexões. E com isso sinto uma nova esperança cada manhã! 
As rotinas diárias são importantes para nos motivarmos. Fazia-o em viagem e quero preservar em mim algumas coisas que aprendi comigo mesma. Levanto-me mais cedo para ter tempo para mim e, às vezes pode custar fazê-lo, mas sabe muito bem depois! 
A rotina criada para a manhã é muito importante para nos dar energia para o resto do dia, então:
-Acordar - Esticar-me bem e espreguiçar
-Yoga / Exercício físico (por agora estou a criar uma rotina leve de exercícios de yoga até estar melhor)
- Meditação e intenção para o dia. (Aproveito para pensar em 5 coisas pelas quais estou grata hoje (muito importante!))
- Pequena auto-massagem ao peito, pescoço e pés
- Pequeno-almoço e ler os emails. Tentar ler ou ver algo inspirador.
- Fazer uma lista com o plano do dia e o que quero fazer
Ainda tenho um longo caminho para conseguir estabelecer e cumprir a minha rotina toda diária, mas refiro os hábitos matinais porque acho que são o mais importante do dia para nos dar força. 
Se fechar os olhos por 5 minutos e pensar nas coisas boas que me fazem estar grata e pensar numa intenção para o dia, tentando ser positiva, abro os olhos com um sorriso na cara! E isso, eu sei que o corpo sente e a mente também!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O que deve uma mulher levar para uma viagem longa? // What should a girl take for a long trip?

Depois de me terem surgido imensas dúvidas antes da partida para a nossa viagem, resolvi escrever alguns esclarecimentos sobre o que pode uma mulher levar na mala para uma viagem longa e quais as facilidades para encontrar determinados artigos noutros países.
Tudo no Diários da Errância:

http://diariosdaerrancia.blogspot.in/2014/11/o-que-deve-uma-mulher-levar-para-uma.html